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Em Campinas (Brasil), dia 18 de setembro de 2010

O caminho do meio

 

Agora, aqui, tudo é silencio.

Fique nesta quietude, neste momento eterno. O seu corpo pode sumir agora. Agora o seu coração pode expandir se pelo mundo inteiro... sentindo amor por cada coisa que existe. Pode acariciar tudo, tudo o que existe, graças a esta vibração que transborda o seu peito, a sala, a cidade. Pode abraçar o mundo inteiro.

 

Você tem feito a escolha de estar aqui hoje, no meu seio, no centro da Divindade. Tem feito a escolha de ser o que realmente é.

Mas você acostuma a viver limitado, e, ao sair deste estado expandido, os limites que estão gravados no seu dia a dia voltam também a abraçá-lo, a fundir-se com você. A limitação é um caminho para se identificar com a terra, é a fusão com à terra. Quase sempre, quando encarnam, não são conscientes de que a vida neste planeta está submetida a restrições, condicionantes, tanto materiais como sociais; quando tomam consciência destes condicionamentos, tendem a esquecer da sua origem divina, acreditando somente nas limitações.

É difícil achar um ponto meio entre o mundo e a alma, mas o fato de respeitar as limitações, os problemas que encontram na sua vida, não é contraditório com o fato de continuar a encarnar a luz da sua alma. A chave para estar neste caminho do meio é examinar qual é o seu conceito de Verdade. Por ter recebido condicionamentos na vida, você tem tendência a escutar as verdades que nascem da sua alma como algo para condicionar a vida, tende a impor essas verdades ao mundo ao seu redor. Mas esse não é o caminho da alma. A terra tem rigidez e limita e condiciona, mas a alma é expansão, flexibilidade, e pode escutar à terra e adaptar-se a ela. Assim, o humano recebe a luz da alma, mas não tenta que essa luz mude o mundo, fica contente com o fato de a luz ter iluminado o mundo. O sábio reconhece as limitações do mundo, mas o seu olhar as ultrapassa, não fica cego somente olhando para elas: continua a ver a luz.

Joga fora agora o fanatismo, a necessidade de mudar o mundo, e entra num caminho profundo do humano que tem assimilado a luz e a sombra. A aceitação da terra e a iluminação da alma geram um humano amoroso e compassivo. Sinta como tudo é amor agora.

Tudo é Amor agora.

 

Transmitido ao vivo para um grupo pelo Alberto Saiz Rodríguez

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