mistizaje
afirmações
transmições
Eu Sou
atividades
links





Fotos

Audio (em espanhol; 38:39; 17,9MB)

Hoyo de Pinares, Ávila (Espanha), 20 de Setembro de 2008

Corpo Imortal

 

Tu és amado. Tu és profundamente amada neste momento. Sente a vibração do espírito no teu corpo. Sente o amor do espírito no teu peito e nos teus pensamentos, uma onda de pureza que pode clarificar todos os conceitos, que pode simplificar os teus pensamentos para permitir que, aqui e agora, por momentos, saias da tirania da causa e efeito, encontres a liberdade de estar para além da acção e das suas consequências. Este é um espaço imortal, agora. É um espaço eterno -e mais que eterno! -é imortal, porque cada parte de ti é banhada pela capacidade de perceber a eternidade através da carne, da emoção e do pensamento, sabendo que não necessitas de preservar nada disto, sabendo que viver com alegria tudo isto: sentidos, sentimentos, conceitos, é a forma mais fiel de elevar a terra ao céu. Tu és amada aqui e agora por isto, tu és venerada aqui e agora para isto, para ser um motor, um motor de amor puro que imortalize este mundo.

Percorro teu corpo, sentidos e peito. Percorro teu cérebro, teus pensamentos, conceitos. E nem os anjos do céu, nem os demónios do inferno estão aqui agora para te dizer o que hás-de fazer ou como hás-de ser. Aqui és tu quem está sentada. Aqui és tu quem decidiu comparecer. Esquece os guias, os gurus e a família. Hoje estás tu frente a mim, frente a este espelho que está no centro. Hoje é você quem decide o caminho a seguir, quem respira no seu corpo; são seus passos o caminho, é sua intenção o destino. Tudo o que o marque a si aqui e agora, fica gravado de um modo eterno, fica imortalizado para além da passagem do tempo.

Hoje, na expansão do seu corpo nas meditações até um ponto mais elevado e mais baixo, a expansão desse sistema energético já familiar, para chegar até outro mais amplo que na realidade é mais o seu lar que aquele que lhe é conhecido até agora, nessa expansão está a chave da eternidade, está a conquista da imortalidade. Porque essa expansão permite o entrançado de um corpo amoroso essencial que gera um novo mecanismo, uma nova qualidade de energia que enriquece este universo e transforma o tempo. Quando você se expande para baixo e para cima como fez e está fazendo hoje, alcança dois diferentes vórtices de energia, uns palmos mais acima da sua cabeça e mais abaixo do seu períneo que conectam os três níveis de vibração da alma. Estes três níveis estão unidos nesses dois pontos e cada um deles descreve um círculo, uma bolha ao redor do seu corpo, que tem sido ignorada por milénios salvo em escassos momentos. A limitação do trabalho energético ao número sete tem sido a auto limitação para não alcançar este estado que o universo não pedia até agora. Estes três círculos de energia que se vêm enlaçados a estes pontos descrevem esferas que convivem girando cada uma num sentido diferente. A esfera do vazio gira no sentido negativo, ou seja, no sentido contrário aos ponteiros do relógio, gerando purificação e destruição. A esfera da presença gira no sentido positivo, gerando abundância e construção. A esfera da união tem a necessidade de permanecer estável para que assim o humano se possa estabelecer com profundidade no amor. Tanto o vazio como a presença hão-de girar de uma maneira igual, equitativa, para que a união possa ser estável. Esta união, quando é estável, alimenta o resto do sistema com o amor que vocês invocam. Este amor circula por um entrançado que percorre a parte central do seu corpo, descrevendo um infinito após outro, criando nove diferentes esferas que divinizam este corpo. No encontro das linhas, no espaço que há entre cada esfera, nesse atrito, dá-se o amor, que alimenta a sua vida e lhe dá sentido imortal. Para que este sistema funcione, necessita ser ligado ao sistema anterior, dos sete chacras. Para isto é utilizada a respiração e a compressão e distensão dos músculos da língua e do períneo; assim acontece um movimento de energia suficiente para transcender os limites do corpo físico e aceder a estes outros pontos mais expandidos.

Quando todo este sistema fluí em harmonia, multiplica-se a si mesmo, gerando uma réplica deste corpo de energia em nove diferentes níveis para cima e outros nove diferentes níveis para baixo, os quais se relacionam entre eles, gerando um total de 81 diferentes tipos de energia, de vibração, que constroem todos os mundos que você pode visitar através da percepção extra-sensorial. O importante é que todos estes mundos estão abrigados numa mesma esfera, que é a sua cápsula universal. Esta esfera é um eco da semente que habita no centro do seu peito, uma vibração translúcida, que é uma mónada de consciência, a única que fecunda o seu ser a todos estes níveis. A cápsula universal que envolve toda a sua concepção extra-sensorial do universo, que na realidade é uma multiplicação deste, seu corpo, que na realidade são diferentes espelhos nos quais vê reflectido este, seu corpo, é um eco desta mónada, desta semente de consciência que habita no seu peito. É como as ondas que descreve uma pedra ao cair num lago, e ao encontrar a beira do lago, sua limitação, encontra a sua cápsula universal. Encontrar esta cápsula quer dizer o desafio, a descoberta de saber que pode trascende-la, e aceder à pura consciência. Nenhum de todos estes corpos, que pode visitar no extra-sensorial satisfará nunca o seu desejo de conhecimento. São simplesmente mecanismos para gerar, para multiplicar a muitos níveis diferentes, este amor que você sente neste seu corpo, e que alimenta o universo no seu estado actual. É necessário que isto continue sucedendo. Você encontra a satisfação não nesse conhecimento, não nessa exploração, expansão, que sucederá porque é natural que suceda, senão no amor.

Assim comece por amar o seu corpo, as suas emoções e sentimentos, para que quando aceda ao resto do conteúdo da cápsula, o alimento que tenha para dar ao universo seja bom e a experiência seja satisfatória para si mesma, porque o facto de se expandir pela ambição de ser maior, não lhe trará satisfação nenhuma, senão tormento. O desafio de encontrar a beira deste lago, o desafio de descobrir que este espaço vasto e aparentemente ilimitado tem um topo, é debruçar-se na verdade, na possibilidade de que exista uma verdade, uma liberdade. Algo absoluto nalgum sentido. Quando você encontra esse limite, intui, sabe, percebe, que há algo absoluto no outro lado, algo que não pode nem imaginar desde este lado. A transcendência deste limite consiste em voltar a transformar a luz em escuridão, consiste em renunciar à própria iluminação, em não ficar apegado a toda a luz que conseguiu, a todo o espaço que compreendeu, a todo o amor que experimentou. Quando você renuncia à sua luz, quando você experimenta que toda a luz que experimentou não foi para si mesma, senão ao serviço do universo, então, renunciando ao melhor que nunca conheceu, é que se abrem as portas do absoluto, é que se abre um espaço de consciência leve, escuro, infinito. Um buraco negro através do qual você criará muitos outros mundos, universos, galáxias. Descobre, em suma, um cosmos, um caos, no qual você é tudo e é nada. Nesse cosmos você é aniquilado, no entanto, continua vivo, mais vivo do que nunca tinha imaginado. Assim, esta mónada que leva no peito, e que envolve o seu universo, e que é a sua limitação, não é mais do que um reflexo daquilo que você é.

Muitos são chamados a cruzar o umbral. Poucos escutam a chamada. Dos poucos que a escutam, menos são os que sobrevivem à vaidade de sentir o poder espiritual, e dos que sobrevivem a esta vaidade, ainda fica algum disposto à vertigem de se converter num milagre. Se há que renunciar à luz para chegar mais além, então, não se importe de ficar pelo caminho. Porque através do amor que gera até ali onde chegue, está a servir o mundo. Está fazendo um serviço diminuto num universo minúsculo, mas desde a sua perspectiva torna-se importante. Respeito esta necessidade de sentir que a sua vida é importante. Mas considere, olhando o mundo, e a construção e destruição que acontece cada dia, ao menos considere por uns momentos, que não é imprescindível. Assim porque não se liberta dessa losa de ser alguém e põe a andar o seu motor de amor e alegria. Atreva-se. Atreva-se a ser ninguém. Quem sabe se algum dia se rirá pelo facto de, em algum momento, ter pensado que era importante.

Você é amada, é amada de um modo profundo, é amada para que ame, é amada para que vibre, é amada para que, cada dia, nasça e morra, sem medo da morte, sem medo do infinito, sempre no meio. Sempre no centro. Você foi bem-vindo, bem-vindo.

 

Transmissão de energia e palavras da presença Eu Sou, por Alberto Saiz, em directo para um grupo.