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É que são eles
e não eu,
quem estão
emprestados.
São os ruídos, as
máquinas,
são mecânicas e
infernais metálicas
que vão morrer.
Não Eu.
Não este corpo,
não esta alma.
Minha mecânica é
imortal.
É que são eles, não
eu
que morrem amanhã.
Eu bebo a luz
dourada
do instante
respirado
como manto
protetor.
Caminho sem medo a
estrada.